quarta-feira, 11 de março de 2015

CPPTA encerra suas atividades no Vale do Jari

O Curso Pedagogia de Projetos em Temas Ambientais (CPPTA), sobre a organização do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT) e Estação Ecológica (ESEC) do Jari, juntamente com a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), encerrou hoje suas atividades na região do Vale do Jari(Laranjal do Jari-AP, Vitória do Jari-AP e Monte Dourado-PA).
Professores-Cursistas na ESEC Jari. Foto: Maksuel Martins. 

O objetivo do curso foi de capacitar professores da rede pública de ensino com enfoque de preservação e conservação do meio ambiente, além de contribuir para o aprimoramento dos profissionais na construção de projetos interdisciplinares e, ao mesmo tempo despertar o olhar deles para os problemas ambientais da comunidade onde vivem. O curso utiliza as Unidades de Conservação (UC) como Referência em Educação Ambiental.


Na ocasião foram entregues certificados aos professores, técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente que participaram do CPPTA do Vale do Jari, na Câmara Municipal de Laranjal do Jari. Durante o evento foi exposto vídeos mostrando resultados dos projetos feitos pelos cursistas. Os analistas ambientais do PNMT e da ESEC Jari mostram-se bastante satisfeito com o resultado do projeto.


O Curso Pedagogia de Projetos em Temas Ambientais  do Vale do Jari conta com o apoio da Organização Não Governamental WWF-Brasil, Fundação Jari e do Programa Áreas Protegidas da Amazônia.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Projeto capacita professores para levar a biodiversidade local para as salas de aula do entorno do Tumucumaque

O projeto Biodiversidade nas Costas - Tumucumaque tem como objetivo a formação de professores  da rede pública dos municípios amapaenses do entorno do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, tendo a biodiversidade como tema motivador.

A ideia é preconizar o estudo dirigido dos principais debates científicos e políticos mundiais sobre biodiversidade, visando a elaboração participativa de instrumentos educacionais e peças de comunicação para mobilização e engajamento social na temática.

A concepção inicial dos instrumentos educacionais foi desenvolvida por professores e alunos dos Colegiados de Ciências Biológicas e Geografia da Universidade Federal do Amapá e esses materiais estarão contidos em um kit-mochila (daí o nome “Biodiversidade nas Costas”) para formação e aplicação em espaços educadores do estado (salas de aula, Unidades de Conservação, ONGs locais e fóruns sociais). Com esse objetivo, busca-se consolidar a agenda ambiental a partir da temática biodiversidade nos currículos escolares e demais circuitos de aprendizagem no Estado do Amapá.

O texto base trabalhado foi o Plano de Manejo do Parque, aprovado desde março de 2010, e foi resultado da análise de um conjunto de estudos que focaram em investigações sobre fauna, flora, características socioeconômicas das comunidades do entorno e demais aspectos que compõem a rica paisagem natural e social dessa porção do Amapá.

Traduzir esse documento para uma linguagem mais didática e, até mesmo, lúdica, propicia o acesso da população amapaense à compreensão mais detalhada sobre seu estado.

O Projeto Biodiversidade nas Costas - Tumucumaque atenderá educadores do Plano Nacional de Formação de Professores (PARFOR) que atuam nos municípios de Oiapoque, Calçoene, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari e Laranjal do Jari. A oficina que ocorrerá no período de 20 a 25 de fevereiro, em Macapá, contemplará a próxima fase do Projeto, a elaboração das estratégias pedagógicas de inserção dos instrumentos educacionais no cotidiano escolar, ou seja, como desenvolver atividades com os alunos a partir desses materiais. A oficina terá dois momentos, do dia 20 ao 22 no Auditório da Secretaria de Estado do Meio Ambiente; e o segundo que ocorrerá nos dias 24 e 25 nas dependências do Museu da Imagem e do Som (Teatro das Bacabeiras).

Este projeto faz parte do Programa Educação para Sociedades Sustentáveis da WWF-Brasil e é uma iniciativa do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, em Parceria com o IPEC - Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado e a Universidade Federal do Amapá.

Informações: 3243 1555 / 8129 5107 / 8806 5122

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Operação combate caça ilegal no Paque Tumucumaque e Flona do Amapá


Como parte do Programa de Proteção do PNMT e da FLONA, o ICMBio e o Batalhão Ambiental realizaram na segunda quinzena de janeiro operação de fiscalização no Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e Floresta Nacional do Amapá. Foram encontrados três caçadores nestas unidades de conservação, um próximo ao rio Feliz e dois próximos ao rio Falsino.

Os caçadores portavam armas longas sem registro, inclusive de características cujo porte não é permitido, e por isto foram conduzidos pelo Batalhão Ambiental para as delegacias de polícia civil de Pedra Branca do Amapari e Ferreira Gomes. Foram apreendidas 4 espingardas, munição, um badoque (arma artesanal utilizada em armadilhas), duas pacas (Agouti paca) e um veado-mateiro (Mazama americana). Verificou-se a presença de quantidade expressiva de penas de mutum e restos de outros animais na área do rio Falsino, indicando que a caça no local é recorrente. 

A caça é uma atividade proibida nestas áreas por ameaçar a integridade da vida silvestre local, que é protegida pelas Unidades de Conservação. A Flona do Amapá e a porção sudoeste do ParNa Tumucumaque sofrem grande pressão pelo acesso à caça, que em geral não tem objetivos de subsistência, mas costuma ser explorada para comercialização, o que representa um impacto na fauna local. A não recomposição da fauna impactada pode representar a diminuição ou até mesmo a extinção de espécies da fauna endêmica, a longo prazo. É com esta preocupação e com este cuidado de conservação da riqueza ambiental, que também representa a riqueza cultural desta região, que são realizados esforços de proteção da biodiversidade nestas áreas protegidas. 

Na região onde ocorreu a operação, bacia hidrográfica do rio Araguari, não existem moradores dentro do parque, sendo que a comunidade mais próxima está localizada a 15 km do seu limite, no assentamento agrícola Perimetral Norte. Na Flona do Amapá há três famílias morando em seu interior, que possuem boa convivência com os objetivos de conservação que o ICMBio tem a missão de cumprir.

Os caçadores que agem na região se deslocam de suas moradias, muitas vezes localizadas em comunidades ou cidades distantes a mais de 50km, para estas UCs. Há evidências de que a carne de caça é comercializada para uma clientela urbana que geralmente encomenda e arca com os custos logísticos das caçadas.

Área da Operação - Bacia do rio Araguari



Animais apreendidos durante operação no PNMT e FLONA. Foto: Érico Kauano

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Alunos do Pronatec visitam escritório-sede do Parque Tumucumaque

Por Marcela de Marins

No dia 07 de janeiro o escritório-sede do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque recebeu 17 alunos do Curso de Auxiliar de Fiscalização Ambiental, oferecido no município de Serra do Navio pelo PRONATEC- Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego*. Os alunos, sob orientação da professora Ivone Silva dos Santos,
responsável pela disciplina Manejo da Fauna Silvestre, estão realizando um diagnóstico dos diferentes aspectos relacionados à Fauna no município, entre eles a caça comercial e a atuação dos órgãos ambientais.

Na visita à sede do PNMT os alunos foram recepcionados pela analista ambiental Marcela de Marins, coordenadora de proteção, que apresentou a Unidade de Conservação e as linhas de ação da fiscalização. Marcela destacou a importância das atividades de fomento para inibir atividades ilícitas, exemplificando que a equipe gestora do Tumucumaque entende que o desenvolvimento do turismo é a melhor estratégia para inibir à caça. "Constatamos que a presença de turistas no interior do Parque, além de proporcionar uma atividade de recreação junto à natureza, inibe a entrada de caçadores." A professora Ivone dos Santos ressaltou que para os alunos, futuros profissionais da área ambiental, é importante conseguir sair da sala de aula e interagir com os diversos atores sociais de Serra do Navio.

 * O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) foi criado pelo Governo Federal, em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Tumucumaque realiza 20ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo

O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque (PNMT) realizou, no dia 04 de dezembro, a 20ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo(CPMT), a partir das 8h30, no auditório da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Apoiado pelo WWF-Brasil e o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o evento tem o objetivo de apresentar aos conselheiros as atividades desenvolvidas pelo Parque no segundo semestre de 2013.
Conselho Consultivo do  PARNA Montanhas do Tumucumaque.
Foto: PNMT.

Na ocasião foi apresentado o processo de renovação de seu Conselho Consultivo, o qual tem a finalidade  de contribuir para as ações voltadas ao efetivo cumprimento dos objetivos é  implementação do Plano de Manejo da unidade de conservação (UC), entre outras atribuições.
"É muito importante a gente trabalhar toda essa biodiversidade, nós queremos que os recursos beneficie o povo que está lá, mas sem agredir o Parque", afirmou a conselheira Betânia Baia, da Associação de Mulheres do Riozinho, localizado no município de Pedra Branca do Amapari.
O Conselho do PNMT é uma composição mista, com representantes do Poder Público das três esferas de governo e por membros da sociedade civil, que visa transformar o Conselho num espaço de mediação entre interesses nacionais e locais, coletivos e privados.
Para o presidente do Conselho, Christoph Jaster, uma das prioridades para 2014 é a questão do Uso Público. Uma outra meta é elaborar estratégias de desenvolvimento para as comunidades do entorno. "Nós temos o entendimento que esse é o projeto do atual momento mais importante para o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque", destacou Jaster.

De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação –SNUC, instituído pela Lei 9.985/2000, cada Parque Nacional deve dispor de um conselho consultivo, presidido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela gestão das unidades de conservação federais, e deve ser composto por representantes de órgãos públicos e organizações da sociedade civil, sempre que possível, respeitando o princípio da paridade.

O Conselho Consultivo do PNMT foi criado em 2002, pela Portaria do IBAMA nº 182, de 31 de dezembro. Desde sua criação, o Conselho  tem apoiado a administração da Unidade de Conservação, participando das etapas de construção de seu plano de manejo e contribuindo para definição de prioridades para sua gestão, especialmente no que se refere à relação com as comunidades situadas no entorno do Parque e a discussão de estratégias de desenvolvimento para os municípios onde a unidade está inserida.
O parque nacional abrange parte dos municípios de Oiapoque, Calçoene, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio e Laranjal do Jari, além de uma pequena porção do município de Almeirim, no estado do Pará.